Por Ludmylla 19 de outubro de 2017

Safári na África do Sul – diário e dicas

A melhor sensação que tive durante os safáris na África do Sul foi a de ver todos aqueles bichos no lugar ao qual eles pertencem, onde eles realmente deveriam estar, em seu habitat natural. Ver a perfeita harmonia entre eles e o meio ambiente incrível das savanas foi inesquecível.

 

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As paisagens durante o safári foi o que mais me encantou – depois das girafas, sem dúvida o bichinho mais fofo desse planeta!

Essa viagem é algo que sempre esteve na listinha de coisas que eu queria fazer pelo menos uma vez na vida. Claro que eu faço essas listas sem ter a menor ideia a respeito de quando e se vou realizar. Mas é aquela história: sonhar não custa nada e faz um bem danado!

 

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Existem inúmeros lugares, não só na África do Sul, mas em outras partes do continente africano onde é possível fazer safáris, sendo o Kruger National Park (África do Sul) o mais conhecido e visitado. O Kruger é um parque enorme e atendido por alguns aeroportos, um deles o de Hoedspruit – por onde nós chegamos. Também é possível ir de carro, em uma viagem de pelo menos umas 4 horas – dá uma olhada nesse post do blog Falando de Viagem.

 

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Nós nos hospedamos no Kapama Private Game Reserve, uma reserva privada (e imensa!), anexa ao Kruger Park. É na mesma região, mesma atmosfera e clima, porém não é propriamente dentro do Parque Nacional. Nossa escolha pelo Kapama foi pela praticidade de estar em um hotel que oferece o pacote completo da experiência – estão incluídos na reserva todos os safáris (2 por dia), refeições all inclusive e o traslado do aeroporto. Decidimos fazer essa viagem meio em cima da hora e sem tempo para quebrar a cabeça com as reservas dentro do Kruger.

 

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Safári na reserva do Kapama

 

Além disso, tem um certo luxo, daqueles que se o orçamento permitir, super vale o investimento. O complexo do Kapama tem quatro lodges, em níveis diferentes de “luxeza”, hehe. Nós ficamos no Southern Camp, em um quarto absolutamente espetacular – MANO, que saudade! O único defeito pra mim (fica a dica, Kapama) é que nenhuma piscina era aquecida e a água estava cortante de tão gelada, uma pena.

 

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Cada detalhe do nosso quarto no Kapama Southern Camp

 

Sobre o número de noites para se hospedar na região, eu indico a estadia necessária para fazer pelo menos 4 safáris. Explico: os games (como eles chamam o momento do safári) acontecem pela manhã bem cedo e à tarde, durante o pôr do sol, então é preciso planejar sua estadia pensando nisso. Eu cheguei por volta do meio dia no aeroporto de Hoedspruit, deu tempo de chegar com calma no hotel e sair para meu primeiro safári (por volta das 16:30) nesse mesmo dia. E meu vôo de volta, dois dias depois, foi à tarde. Então deu tempo de fazer o último safári na manhã daquele dia. Com isso, só fiquei 2 noites e consegui fazer 4 safáris. Se você não conseguir vôos tão estratégicos, fique pelo menos 3 noites.

 

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E por que a insistência em quatro safáris? Porque é uma atividade de sorte, na natureza – não é um zoológico. Você pode ficar 3 horas rodando e não ver bicho nenhum. Ou você pode ver todos os big five em um game e ter a maior sorte do mundo! Nós fizemos os quatro safáris que tivemos oportunidade e com certeza faria mais se pudesse. Vá por mim: fique pelo menos 2 noites (sendo 3 o ideal) e curta esses momentos por completo!

 

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É uma paisagem única, cada dia te reserva uma surpresa diferente e quando a gente encontra os bichos, é surreal! Vimos uma família de rinocerontes em um lugar e com uma luz do sol nascendo que parecia uma cena de filme – só que eu estava vivendo aquilo! A girafas foram as minhas preferidas, são tão lindas, fofas e fotogênicas, hehe. Os leões dão medo, mas a verdade é que eles passam a maior parte do tempo de boa, dormindo. Em um dos safáris vimos uma hiena! Segundo nosso gamer é um dos bichos mais difíceis de avistar. E sabe qual o bicho mais perigoso do rolê? O hipopótamo! Tem que ter MUITO cuidado com ele!

E entre um safári e outro, só me restou comer bem, curtir o hotel, a paisagem, um vinho gostoso e meu companheiro de viagens (a.k.a. maridón <3). Chato, né?! Enfim, foram momentos únicos e dias inesquecíveis!

 

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O que levar na mala

Um bom casaco;

Blusas básicas para usar por baixo do casaco – vista-se em camadas, pois você vai sentir frio e calor ao mesmo tempo;

Cachecol, luvas e gorro – principalmente as mais friorentas, como eu;

Filtro solar potente;

Repelente também dos bons;

Óculos de sol com proteção solar;

Botas de trilha e um tênis confortável;

Não esqueça a câmera fotográfica, de preferência com um bom zoom.

E curta cada instante!

 

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Para encerrar, lembrem-se de que eu estou disponibilizando o pdf do meu roteiro dessa viagem pela África, é só deixar um comentário aqui pra mim que eu envio, ok?! O próximo destino foi Mauritius – post em breve!

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Comentários
(2)

  1. Raquel disse:

    Oi, tudo bem? Queria o pdf do roteiro! Vou agora dia 23/11. Obrigada!!!