Por Ludmylla 29 de janeiro de 2017

Eu li: O ano em que disse Sim

De Shonda Rhimes, a criadora de Grey’s Anatomy, Scandal, How to Get Away with Murder e segue a lista, não é uma grande surpresa que “O ano em que disse sim” seja um livro muito bem escrito e que prende seu leitor desde a primeira página. Trata-se de uma espécie de autobiografia sobre um ano específico na vida da escritora – O ano do sim.

 

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“Dizer não me trouxe até aqui.

Aqui é uma droga.

Dizer sim poder ser o caminho para algum lugar melhor.

Se não for o caminho para um lugar melhor, será ao menos para um lugar diferente.”

Esse é um trecho deste livro, que também traz lembranças de sua infância, além de referências atuais da TV e do universo de Hollywood. Em um texto bem amarrado e recheado de um humor ácido.

A gigante afinidade que tem com o mundo da ficção e em inventar histórias a impedia de interagir com pessoas, de dizer SIM para convites de entrevistas, eventos, talk shows, conferências. Até que em um jantar de Ação de Graças, sua irmã a faz despertar desse problema – com seis palavras.

A promessa de dizer sim começa em 13 de janeiro, seu aniversário. Shonda é capricorniana, como eu.  Não que eu acredite muito em signos, mas dizem que capricornianos se cobram muito, são focados. Disso eu entendo. Shonda mesmo se denomina intensa. Uma pessoa competitiva no estilo assustadora e psicótica. E é assim, apontando seus pontos fracos, que a autora vai desenvolvendo uma narrativa irresistível e palpável, real.

Shonda fala de forma muito pertinente sobre a mania que nós mulheres temos de não reagir bem a elogios, de não aguentarmos ouvir o quanto somos incríveis. Tem sempre um “que nada”, “nem foi tudo isso”, tem sempre uma mão no rosto, uma gargalhada sem graça, uma certa vergonha.

Em contrapartida, ela busca desfazer o mito da mulher super poderosa que dá conta de tudo perfeitamente. Nenhuma de nós precisa se cobrar isso. Se algo está correndo bem, é provável que um outro lado da sua vida esteja sendo sacrificado. Provável e natural.

Infância, feminismo, aceitação do próprio corpo, representatividade na TV.  O ano em que disse sim: como dançar, fica ao sol e ser a sua própria pessoa é sobre todas essas coisas e muito mais, é um livro incrível.

Desde que li me senti na obrigação de compartilhar essa leitura por aqui, para que mais pessoas leiam, para que as ideias compartilhadas por essa mulher maravilha chegue a várias outras mulheres <3

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